Andrea Miramontes
Andrea Miramontes

Fuja de falsos santuários de animais

08 de julho de 2020
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O que são os santuários de animais? São ligares criados exclusivamente para proteção a fauna. Santuário de verdade resgata, recupera, trata e, se possível, o devolve na natureza. Se não puder devolver, o bicho deve viver protegido pelo resto da vida, dentro das condições ideais para cada espécie.

No Brasil, temos alguns lugares assim, como a associação Mata Ciliar e o santuário Rancho dos Gnomos, que trata animais resgatados das crueldades de zoológicos e circos. Destinos também têm se esforçado para oferecer turismo não invasivo e que visa a proteção, como o centro de resgate de tartarugas marinhas criado em Mônaco.

Já lugares e atrações que permitem turistas alimentar filhotes, carregar animais, abraçar para selfies ou oferecem shows de truques escondem crueldades e só visam lucro. O horror veio à tona com a série A Máfia dos Tigres, que está disponível na Netflix. Lá, a realidade desses lugares, que muitas vezes se autodenominam santuários, acabou escancarada.

A série é essencial a todos que amam animais e querem entrar na corrente de defesa. Ela mostra uma realidade triste. Animais caçados na natureza passam a viver em grades, são criados para venda de shows, colecionadores e demais pessoas que querem lucrar às custas de uma vida.

Quando estão adultos e já não dão lucro ou encalham nas vendas, eles acabam sacrificados. Tudo isso é mostrado de forma documental na série, mas não violenta. Fêmeas cruzam forçadamente e têm seus filhotes arrancados cedo, sem amamentação, para turistas fazerem fotos e darem mamadeira.

A série se passa nos Estados Unidos. Mas a prática é comum em várias partes do mundo. Um exemplo recente dessa triste realidade é o leãozinho que teve as pernas de trás quebradas para fazer selfies com turistas na Rússia.

ChristineLeiser on Visualhunt

Mas como ver animais selvagens? Eles devem estar no habitat, livres e com o comportamento natural de cada espécie. Turistas nunca devem chegar perto, colocar a mão, forçar selfies ou tenta carregar.

Lembre-se que você está na casa dele, e não o contrário, e interfira o quanto menos naquele ambiente. Fale baixo, movimente-se pouco, fotografe e vá embora.

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