Suzane Hammer
Suzane Hammer

Curiosidades sobre o Louvre

10 de agosto de 2020
Eu GostoLugares Pela Europa

O Museu do Louvre considerado o maior e mais visitado Museu do Mundo, não poderia ficar de fora do roteiro de qualquer turista ou apreciador de arte. Mas além de suas 380.000 obras de artes (35.000 em exposição e 345.000 guardadas nos depósitos do Museu) o local também tem uma lista bem generosa de curiosidades bem interessantes, que provavelmente muitos desconhecem.

O museu possui uma área de 72.735 m² e um número significativo de funcionários e seguranças, que são necessários para tomar conta de todo complexo. Dos 2.290 funcionários, 1.200 são responsáveis pela segurança e o museu também dispõe de sua própria brigada, com 48 bombeiros 24 horas por dia.

Com uma média de 15.000 visitas diárias (antes da pandemia), se torna impossível ver todo o museu em um único dia. Para ser mais exato, seriam necessários 100 dias consecutivos, sem pausa, sem dormir, sem refeições e gastando aproximadamente 30 segundos em cada obra de arte, aí sim, você poderia dizer: “eu visitei e vi todas as obras do Museu”. Impressionante não?

O museu, de quase 15 acres, é dividido em 8 galerias. Estas são: antiguidades do Oriente Próximo, antiguidades egípcias, antiguidades gregas, etruscas e romanas, arte islâmica, esculturas, artes decorativas, pinturas e gravuras e desenhos.

O Louvre foi originalmente construído como uma grande fortaleza às margens do Rio Sena, em Paris, pelo Rei Filipe Augusto em 1190 com o intuito de defender Paris de possíveis ataques. Mais tarde, foi transformado em palácio real no século 16 pelo Rei Carlos V. Durante a Revolução Francesa em 1793, a grande galeria do Louvre passou a ser utilizada como Museu de Central de Artes. Somente em 1993 que todo o edifício passou a fazer parte do gigantesco complexo do Museu do Louvre. O último rei francês a ocupar o Louvre foi o Rei Luís XIV, mudando-se para o Palácio de Versailles em 1682.

A moradora mais famosa e concorrida do museu, claro, é a pintura de Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Bem menor do que a maioria das obras expostas e um pouco maior do que um papel A2, a famosa Diva tem sua própria estrutura à prova de balas e é escoltada por dois seguranças exclusivamente para ela. É muito diva não é? Bem após ela ter sido roubada em 1911, esse segurança foi absolutamente necessária.

Em 21 de agosto de 1911, uma segunda feira, Mona Lisa, ainda pouco conhecida a não ser por alguns especialistas em arte, sumiu. A princípio, acharam que a pintura havia sido levada para uma sessão de fotos, mas passado algum tempo, sua moldura foi achada debaixo de uma escada
e o furto foi confirmado. Dia 26 de agosto de 1911 a notícia se espalhou por Paris. Recompensas foram oferecidas para quem soubesse de seu paradeiro. Cartomantes, videntes e outros especialistas em artes ocultas foram consultados para encontrar a famosa obra.

Foto: Visual Hunt

Mas somente dois anos depois, graças a informação de um comerciante de antiguidades, que comunicou a Polícia de Florença que um decorador chamado Peruggia estava tentando vender a pintura. Preso, confessou o crime alegando que queria levar a pintura de volta a Itália, pais dos maiores tesouros de arte e também se vingar de Napoleão Bonaparte, que já teria confiscado a Mona Lisa.

A partir daí, o quadro passou a ser considerada a mais famosa obra de arte e amplamente estudada e decodificada até hoje por especialistas ou mero curiosos sobre o famoso sorriso de Mona Lisa. Mistérios ainda rondam sua identidade assim como também ,teorias de que ela seria o auto retrato do próprio Da Vinci.

Hoje, Mona Lisa se tornou a imagem mais compartilhada, editada e utilizada no mundo. Não somente como obra de arte, mas também como ícone da cultura kitsch, venda de roupas, queijos, cigarros, e outros milhões de produtos e pode até ser encontrada em paredes de restaurantes, lojas, banheiros, mercados etc.

Foto: Marco Trovò on VisualHunt 

Foi-se o tempo que Mona Lisa decorava apenas o quarto de Napoleão Bonaparte e o Museu do Louvre. Bem, mas depois do sequestro da Diva, Mona Lisa voltou a ser exposta no Louvre no dia 4 de janeiro de 1914 com um forte sistema de segurança. Mas 50 anos depois, a primeira-dama dos
Estados Unidos Jacqueline Kennedy conseguiu convencer as autoridades francesas que a pintura fizesse uma turnê. E assim, Mona lisa conseguiu dar uma voltinha pelo Mundo.

Enquanto que a tela de Mona Lisa mede somente 77 cm por 53 cm , o quadro “As Bodas de Caná” é o maior exposto no Museu do Louvre. Com uma altura de 6,67 metros de altura por 9,90 metros de largura e de autoria do italiano Paolo Caliari, ou Veronese, a obra foi pintada nos anos de 1562 a 1563 retratando cenas da vida cotidiana de Veneza do Século VXI e passagens da Bíblia.

Foto: mninha on VisualHunt

Talvez não tão famosa quanto muitas obras , o museu também possui em seu acervo o Código de Hamurabi que é considerado a legislação mais antiga do Mundo. Criada pelo Rei Hamurabi em 1780 a.C, na Mesopotâmia, o código possui 282 artigos de direito, entre elas o famoso : olho por olho , dente por dente. Talhada em uma rocha de basalto, mede 2,25 metros com texto de 3,5 mil linhas.

Foto: Samuel Santos on VisualHunt.com

Durante séculos, o Louvre passou por inúmeras fases dramáticas em sua história e a segunda guerra mundial, também fez parte do triste capítulo.
Durante a ocupação nazista em Paris, o Louvre serviu como depósito para guardar as obras de artes roubadas de residências e empresas e por isso, muitos ainda hoje contestam a aquisição de parte do seu acervo de maneira tão trágica.

Como todo palácio secular, o Louvre também tem um fantasma para chamar de seu. Bem, dizem os funcionários que uma múmia chamada Belphegor circula pelos corredor assombrando os recintos o que não seria surpresa já que a construção teve início em 1190.

Uma obra que ainda hoje causa muita polêmica é a famosa pirâmide do Louvre, hoje símbolo do museu. Construída em 1898, a estrutura de vidro e metal tem 21 metros de altura, contrastando e muito com as linhas clássicas do resto do Museu. Seu projeto foi idealizado pelo arquiteto chinês-americano Ieoh Ming Pei. Estranho que o projeto não tenha sido feita por
um francês. Apesar da polémica, milhões de turistas não se cansam de fotografá-la e principalmente, segura-la nas pontas dos dedos em sua fotos e selfies.

Foto: Joanbrebo on Visualhunt

Outra obra que desperta muita curiosidade é a estátua da Vênus de Milo. De autoria desconhecida e medindo 2,02 metros de altura, a obra foi descoberta em 1820 na ilha de Milo. Mas essa belíssima obra da Grécia antiga, toda esculpida em mármore, não possui braços e por não ter informações sobre seu autor e o motivo pela qual a Vênus não possui os
braços, desperta a curiosidade e as mais diversas teorias por especialistas e turistas.

Foto: Joanbrebo on Visual Hunt

Não resta dúvida que as obras de artes do Museu são acima de qualquer expectativa e completando as curiosidades, 66 % das obras do acervo, são de pintores franceses do século XV ao XIX , sendo assim, a maior coleção de obras de artistas franceses do Mundo, se encontra no Louvre.

Aproveite para ver ou rever o filme “O código da Vinci” (2006) com Tom Hanks, pois muitas das cenas filmadas destacam várias salas e obras do Museu trazendo interessantes tópicos sobre os cavalheiros templários e sobre Leonardo da Vinci e assim, sua próxima visita terá um toque a mais
de mistérios e enigmas. Mas também considere que mesmo que você não seja um grande fã de museus, é um local que reuni as mais famosas obras de arte que fizeram e fazem parte da história da humanidade e do Mundo.

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