A Literatura em alta na Avenida Paulista – Devoradores de livros

29 de abril de 2022
Irineu Ramos
A interrupção do tráfego aos domingos transformam a Avenida Paulista numa grande festa de liberdade e literatura

A literatura está em alta, pelo menos num dos principais cartões postais de São Paulo, a Avenida Paulista. Todos os domingos livreiros de rua montam suas ‘barracas’ com milhares de livros usados em excelente condições e fazem a alegria de devoradores de livros em busca de bons autores e títulos com preços que cabem no bolso.

Cidades cosmopolitas oferecem de tudo. As melhores acomodações, restaurantes, shows, teatros, programas esportivos, além do anonimato. Nos grandes centros, por mais importante e conhecida que seja qualquer pessoa é apenas mais um rosto na multidão. O que se pensar existir é possível encontrar num grande centro. A união desses fatores fazem de São Paulo uma capital mágica.

A interrupção do tráfego aos domingos transformam a Avenida Paulista numa grande festa de liberdade. De gosto discutível e talento questionável, artistas, performers, cantores, mágicos, dançarinos, camelôs, artesãos vendem seus ‘peixes’ em busca de uns trocados ou, quem sabe, o encontro de um caminho para a saída do anonimato.

Um segmento que está crescendo bastante nos quilômetros da avenida interditada é o de livros usados. Isso mesmo. Acredite, a leitura está em alta. No início era apenas o casal Claudiney e Alice, há anos vendendo livros usados doados por moradores da região. Durante a semana ocupam a calçada do baixo Augusta. Mas, no domingo, Paulista.

Hoje a oferta é bem maior e o casal disputa espaço com muitos outros concorrentes. Tem o Romeu, que fica próximo da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio; o Arnaldo, que vem da zona Sul e espalha seus livros na esquina da Peixoto Gomide; tem o Jimmy, ali na segunda quadra da Augusta e muitos outros. Todos são amigos.

Leitores que buscam associar preço e títulos se deliciam com as ofertas. Dependendo da barraca é possível comprar dois livros por apenas cinco reais. Nessa faixa de preço é possível encontrar clássicos da literatura brasileira e uma infinidade de outros autores e estilos literários. A média de preços é de 20 reais. Pechinchar faz parte da transação. Portanto, nunca aceite o primeiro preço. A não ser que seja aquele livro esgotado e que esteja procurando a tempos. Daí, não regateie.

Clássicos como Anton Tchekhov por dez reais? Sim é possível encontrar. Biografias de Jane Fonda, Grace Kelly, Leonardo DaVinci, Bethoven, também aparecem no pedaço. Romance recém-disputado entre os mais vendidos como O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini, por quinze reais é possível.

No mar de livros que se transforma trechos da avenida estão também “n” títulos de autoajuda, com bastante procura segundo os livreiros. Outros de venda garantida são os espíritas. Vão desde o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, o Novo Testamento até os psicografados por inúmeros médiuns.

Portanto, se a leitura faz parte do seu universo, passe na Avenida Paulista antes de entrar numa livraria.

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