Mariana Teixeira
Mariana Teixeira

Começando bem o ano sabático por Moscou

08 de setembro de 2020
Eu Vivo

Você costuma anotar o endereço do hotel que ira ficar hospedar na sua cidade de destino caso tenha algum imprevisto com o seu celular ?  

Antes de iniciar meu ano sabático, eu já havia visitado 73 países ao longo dos 12 anos que estou morando fora do meu país de nascimento, o Brasil.  

Isso quer dizer, que além da minha formação universitária em turismo e hotelaria, que me deu uma base teórica, eu também tenho uma bagagem prática de viagens no meu curriculum.   

O inicio do meu ano sabático foi na Rússia, precisamente na cidade de Moscou.  

Vamos entender um pouquinho sobre a história da Rússia. A maior nação do mundo, faz fronteira com os países europeus e asiáticos, bem como com os oceanos Pacífico e Ártico. A sua paisagem varia de tundra e florestas para praias subtropicais. É famoso pelas empresas de balé de Moscovo e “Maryinsky” de São Petersburgo.  

São Petersburgo, fundada pelo líder russo Peter “the Great”, tem o palácio de inverno barroco, que agora abriga parte da coleção de arte do Museu “Hermitage” Estadual.   

A Rússia tem como a sua capital atual a cidade de Moscou que é a megacidade mais ao norte na Terra, a segunda cidade mais populosa da Europa, atrás de Istambul, e a sexta cidade mais populosa do mundo, ficando atrás somente de Xangai, Istambul, Pequim, “Mumbai” e “Karachi”. A sua população, de acordo com os resultados de estatísticas federais, já ultrapassou os 12 milhões de habitantes, isso oficialmente fora os imigrantes etc. 

Como cheguei em Moscou ?   

Voei para a Rússia de ‘Air France”, sai de Dublin as 11:15 AM. Fazendo uma conexão bem rápida em Paris e chegando em Moscou 9:20 PM horário local, que em relação a Dublin estava +2 horas e ao Brasil +5 horas. 

Brasileiro não precisa de visto para a Rússia. Chegando na cidade de Moscou foi bem tranquila a passagem pela imigração. Saindo do avião direto para a imigração onde verificam o passaporte. Pergunta padrão: quantos dias pretende ficar no país.

Lembre-se sempre de ter essa resposta em mente, mesmo não sabendo exatamente qual sera sua saída do pais, ou próximo destino a ser visitado, responda sempre como uma data, em torno de 20/30 dias após a entrada no pais. Geralmente turistas não ficam mais do que 30 dias em apenas um lugar.   

A imigração carimba o passaporte e te dão um papel do visto, onde deve ser entregue no final da viagem, também solicitado em todos os “check-in” em hostel. Minha dica: deixem sempre o papel dentro do seu passaporte e o seu passaporte em algum lugar bem seguro. Na Rússia em lugar algum eles me pediram documentação, sugiro que deixem o passaporte na acomodação e andem sempre com algum outro documento de uma importância menor como CNH etc. 

Como encontrei a minha acomodação?

Cheguei em Moscou super tarde, não encontrei nada sobre SIM card direto no aeroporto. Para acessar qualquer Wi-Fi de graça na cidade, trem etc…Tem que fazer o “login” usando seu número de telefone local,   os únicos números aceitos são números de telefones locais. Resumindo a parada, não tem wi-fi de graça na cidade.  Eu bem esperta estava sem a localização/endereço exato do meu hostel comigo, sorte que eu tinha salvo na minha “wallet” do iPhone a reserva contendo passo a passo de como chegar na minha hospedagem. 

 Passando pela imigrações, bagagem (etc) … fui direto para o trem “Airport express train”, podendo comprar o passe usando moeda local ou cartão que custa 7 euros = 28 reais = 500 RUB (Russian ruble, a moeda local). O trem vai direto para a estação central que demora em torno de 45 minutos, ressaltando que cheguei em Moscou pelo aeroporto internacional de “Sheremetyevo” conhecido como “SVO”. 

Da estação central peguei mais um trem local, “subway”, para minha acomodação. Vai depender do local que ira ficar hospedado. Lembre-se sempre de levar o endereço exato e como chegar la caso não tenha “internet” no local.  O trem local custa 50c RUB = 71 centavos de euro = 2,86 reais podendo comprar nas máquinas locais, bilheterias  em espécie “cash” ou cartão. No ônibus eles aceitam apenas moeda local e leve consigo sempre trocado. 

Na Rússia ABSOLUTAMENTE NINGUÉM fala inglês, muito menos português, é óbvio. Para ajudar todas as placas, sinalizações, sinais do trem/metro/ônibus e etc, estão em Russo, não tem nada em inglês especificando. Reparem no alfabeto Russo, não é igual ao nosso. Começando minha primeira aventura em torno do globo.  

Consegui com sucesso chegar até a saída do metro, que teoricamente estava escrito na instrução do meu hostel que a entrada do hostel era na frente da saída da estação de metro, porém o metro tem em torno de 2 a 4 saídas. Me complicou bicho, qual saída era a famosa porta do meu hostel?  Ninguém sabia, apontei meu celular com o nome e o endereço para mais de uma dúzia de pessoas, entrei no McDonald’s com a esperança de “internet”, que geralmente em todos os países têm, e NADA. Fiquei perdida por mais de 2 horas, quase sem esperança quando me veio uma luz de olhar meu e-mail novamente com as explicações de como chegar no hostel, pois lembrava que tinha algo falando de McDonald’s.

 Consegui achar o bendito hostel que estava mais escondido que fugitivo de presídio no Brasil.  Sorte a minha que tinha uma pessoa do hostel na porta fumando, caso contrario não teria como entrar, pois não tinha sinal algum na porta e o hostel ficava no sexto andar do prédio que era residencial. Após essa super aventura na primeira noite estava rolando uma festinha no hostel e já me lançaram uma garrafa de vodca Russa para relaxar, o que não foi nada ruim, confesso. 

Estou contanto toda essa história para dizer que apesar de toda a experiência de viagem, às vezes algumas coisas passam em branco. Alguém na mesma situação que a minha com menos experiência já tinha se desesperado.  Mantenha sempre a calma e o espirito esportivo nas viagens. Ressaltando que os Russos são super simpáticos e receptivos. 

Resumo da ópera: é muito bom ser mulher em todas as situações. 

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