Léo Oliveira
Léo Oliveira

Capítulo 4: Um Novo Plano

20 de junho de 2020
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Um novo plano era preciso depois dos capítulos anteriores

Foto: Léo Oliveira

 

Chegamos no aeroporto de Paris, e colocamos na mesa tudo o que tínhamos:
– Nossos mochilões
– €200 da minha doleira, €500 da doleira do Vini
– 1 pote de Pringles
– Cartões de crédito
– O dinheiro do meu visto irlandês, em uma conta no Brasil
– Passeios comprados em Londres e Liverpool

O Vini foi comprar mais euros, com a ajuda de sua namorada lá no Brasil, e do Rodrigo, nosso antigo professor da faculdade, que hoje mora na Bélgica, e nos encontrou em um dos dias que curtimos em Paris.

Eu não queria contar pros meus pais ainda, por mais que o Vini insistisse, e eu sabia que ele estava certo. Não queria levar essa preocupação para eles, e então, decidi que manteria as redes sociais atualizadas como se nada tivesse acontecido, para não levar preocupação a ninguém.

Foto: Léo Oliveira

Momentos antes de embarcarmos, lembrei que minha mochila estava muito cheia, e não conseguiria levar comigo. A solução? Vestir todas as minhas jaquetas e calças.

Quando nos demos conta, estávamos atrasados para pegar o voo, e como se não houvesse amanhã, corremos até o portão de embarque. Por quê tudo tinha que ser tão corrido com a gente? (Lembrem-se disso na parte 5 dessa história, e entenderão).

Chegamos, e o avião lá, aguardando os irmãos “idi” e “ota”. Comecei a tirar as 10 jaquetas, tão atrapalhado, que parecia um episódio do Mr. Bean.

O avião decolou, e mais calmo, pude colocar a cabeça no lugar.

Chegando em Londres, compramos algumas libras no cartão de crédito, fomos direto para o hostel, e que diferença… sentimento de segurança totalmente diferente de quando chegamos em Paris.

Foto: Léo Oliveira

A meta era gastar no máximo £15 por dia com comida e transporte, mas o que mais me martelava era: como contar para meus pais?

Quem já assistiu Jurassic World, viu o personagem do Chris Pratt tentando falar com os velociraptors, dizendo:
– Calma… tá tudo bem… não entrem em pânico…
E foi mais ou menos isso.

Antes de dormir, também contei para alguns amigos, e a reação de todos foi a mesma:
1 – Ficaram incrédulos;
2 – Perguntaram se eu estava bem;
3 – Disseram que se precisasse de dinheiro, eles dariam um jeito.

E na moral? Isso elevou minha confiança de uma maneira inexplicável. A todo o momento, minha família e amigos foram a minha base, e isso só provaria que distância alguma mudaria algo.

 

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