Léo Oliveira
Léo Oliveira

Capítulo 10: Finalmente, em casa!

22 de agosto de 2020
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Summerhill Parade, o local onde toda uma rua foi despejada.

Entrei na casa dos meus novos amigos, mesmo sabendo que a chance de morarmos lá era remota, e em pouco tempo conversando, decidi que se ficassem lá ou se saíssem, estaria com eles nessa até o final.

Em paralelo a isso, a Pietra conseguiu um contato com uma imobiliária, na qual teriam uma casa novinha em folha, e fomos lá conhecer.

A casa era perfeita!
3 quartos, sala, TV, internet, jardim, poltrona maneira e um quadro da Monalisa… no banheiro.

O único empecilho, era que só poderíamos nos mudar em 2 semanas, quando as antigas donas sairiam da casa.

Entretanto, os romenos, que estavam expulsando as pessoas de suas casas, queriam a saída imediata de todos, oferecendo uma pequena quantia em dinheiro.
Começava então uma negociação para que recebessem algo em troca, além de uma ou duas noites num hostel.

Após uma longa conversa, os romenos entraram em um acordo com as pessoas de lá, e agora, só precisávamos conversar com a imobiliária, fechar a casa e tentar antecipar nossa entrada.

Chegamos lá ensopados, com o dinheiro em mãos, e após contarmos toda essa aventura, as moças aceitaram liberar a casa mais cedo para nós.

Nos mudamos numa segunda-feira, e que dia… parecia que toda a paz do mundo estava naquela casa, pois todos havíamos passado por muitos perrengues para chegarmos até lá e conquistarmos aquele espaço.

Hoje percebo que a casa é a coisa mais importante que você pode ter num intercâmbio, mais até do que dinheiro, pois foi lá onde me estabilizei, onde tranquilizei minha mente e coração, e consegui continuar firme, assim como todos lá presentes.

Sempre que eu chegava, havia alguém na sala, na cozinha, assistindo filme, e isso não era normal para mim, pois há alguns dias antes, estávamos desesperados e desabrigados, e agora, estávamos morando em um dos melhores bairros da cidade. O fato de não haver estabilidade para um intercambista, mostra como a vida é feita de altos e baixos.

Meu quarto ficava no andar de cima da casa, junto com outros dois amigos. Minha cama era de casal, de frente para uma janela gigante. Todos os dias, eu dormia ouvindo música, e lembrando da minha família, dos meus amigos, e me imaginando voltando para eles assim que possível, mas só com a certeza de que conquistei tudo o que desejava por esse mundo.

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