Aline Paschoal
Aline Paschoal

Aprendizados de uma viagem em família

12 de agosto de 2020
Eu CompartilhoLugares Pela América do Sul

Acredito que o dia do nosso aniversário é um dia especial, um dia único dentro dos 365 do ano em que você merece exclusivamente todo mimo e amor do mundo – afinal, é o seu dia. No meu aniversário, procuro sempre celebrar, ver amigos, fazer uma festa cheia de gente querida ao redor e passar a semana celebrando mais um ano de vida. Porém, em 2019, decidi fazer algo bem diferente para celebrar meus 30 anos – uma viagem em família para uma experiência de neve no Chile.

Foto: Aline Paschoal

Sempre vivi viajando e cada vez faço mais planos para conhecer esse mundo gigante. Acredito que viajar torna nosso universo particular ainda melhor e maior, sendo que cada experiência vivida e lugar visitado te traz uma marquinha nova na vida, uma bagagem a mais na mala. Essa paixão veio de pequena, quando eu assistia aos filmes e me imaginava conhecendo diversos lugares diferentes – cresci e realizei o sonho de conhecer alguns deles, me tornei uma cidadã do mundo, viajante e sempre em busca de novos caminhos. Esse desejo por viagem, porém, nunca foi de berço – meus pais, muito tradicionais, acreditavam que passariam a vida sem sequer sair do Brasil. Viagem para eles era um final de semana no litoral paulista ou um passeio de dia inteiro em alguma cidade vizinha. Imagine então a loucura que virou nossa casa quando eu disse que meu aniversário não só seria em outro país, como todas as passagens já estavam compradas e que não dava pra dizer não.

Foram 4 meses planejando detalhes com a minha irmã, acalmando os meus pais e deixando claro que teria alguém que faria visitas diárias aos pets de casa. Depois de tantos planos, estudos e muito jogo de cintura para driblar o medo de avião, fomos nós 4 para uma viagem de 7 dias em Santiago e arredores. Devo dizer que de todas as viagens da minha vida, com certeza essa foi uma das mais lindas e da que mais me trouxe lições valiosas – e compartilho aqui 4 delas:

Foto: Aline Paschoal

A primeira: Nem tudo está sob o seu controle. Na verdade, nada está! Mesmo planejando, pensando em detalhes e organizando o máximo, tem coisas que simplesmente acontece, e você precisa conviver com isso – principalmente quando se viaja em família! O despertador pode falhar, um pneu pode furar, o clima pode mudar… e infelizmente não dá para prever isso, mas é possível aprender com as situações.

A segunda: seu ritmo nem sempre é o ritmo de todos. Eu, super exploradora em viagens, sempre acordei bem cedo durante minhas viagens, passava o dia todo andando por aí e no final do dia ainda topava uma balada ou jantar bem agitado; descobri que nem todo mundo é assim (ah vá!). Quando se viaja com pessoas mais velhas, o ritmo é outro e descobri que tem uma magia diferente e muito gostosa em aproveitar a noite num jantar tranquilo no quarto do hotel tentando entender as notícias em outro idioma com a família.

A terceira: o poder de união e cumplicidade que a experiência de viagem traz. Não importa se é uma viagem luxuosa ou se você está no perrengue chique (nosso caso, inclusive), a viagem traz momentos impagáveis e inesquecíveis – como nossa aventura no mercado para comprar água com um portunhol bem simples ou os passeios do dia através do metrô gigante da cidade. Viver esses momentos ao lado de quem você ama, não tem preço e nem quem tire de sua memória.

A última, e mais bacana de todas: não importa o destino, importa quem está no caminho com você, são as pessoas que estão ao seu lado que tornam a viagem mágica e inesquecível. Santiago não estava na minha wish list de viagens e acabei escolhendo o destino pela proximidade ao Brasil para uma primeira viagem deles, mas afirmo que as experiências que pudemos viver ali, a gastronomia que pudemos provar, a diversão de ir à praia de botas e cachecol e principalmente a alegria da família de ter visto a neve cair pela primeira vez em uma estação de ski, deixaram essa marcada em nossa memória familiar como a viagem de nossas vidas!

Foto: Aline Paschoal

Depois disso, voltamos todos com o coração cheio de inspiração e meus pais com muitos planos para conhecer o mundo – quem sabe eles não serão os novos exploradores vivenciando as experiências sesse mundão?

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